Professores da rede municipal iniciam greve em Curitiba

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(Foto:SIMMAC / Reportagem: G1 PR)

Professores da rede municipal de ensino de Curitiba entraram em greve nesta segunda-feira (11) por tempo indeterminado. De acordo com a prefeitura, aproximadamente  50% das 184 escolas da rede municipal da cidade funcionaram nesta manhã. A estimativa é de que 45% dos profissionais do magistério aderiram à greve da categoria, ainda segundo a prefeitura. A categoria protestou em frente à Câmara de Vereadores, de onde seguiu para a sede da prefeitura.

A mobilização, que é um protesto contra o cronograma do novo Plano de Carreira, deve atingir 150 mil estudantes. Apesar da greve, a Secretaria Municipal de Educação orienta os pais a levarem os filhos para as escolas. Segundo a secretaria, será feito um esforço para garantir atendimento aos alunos.  A inciativa, porém, é criticada pelo Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) que afirma que a prefeitura não tem efetivo para manter as escolas operando sem a totalidade dos professores. “Mesmo as escolas que podem não fechar para a greve, terão professores no movimento, e o funcionamento será comprometido de qualquer forma. Nós pedimos a adesão dos pais para que não levem os filhos para as escolas”, disse a diretora do Sismmac Viviane Busato.

A diretora afirma que o principal motivo para a deflagração da greve é o prazo de implantação do novo plano de carreira do magistério municipal previsto do projeto de lei que tramita na Câmara de Vereadores desde julho deste ano. “A minuta do projeto de lei no artigo 17 fala em 27 meses para implantação e não foi este o prometido em março deste ano. Nós esperamos que a prefeitura reduza este prazo. A nossa pauta é para que o plano seja aplicado em janeiro de 2015”, disse a diretora.

A Prefeitura de Curitiba informou que representantes dos professores serão recebidos pela administração municipal no início da tarde desta segunda-feira, “dando continuidade ao processo de diálogo que norteou toda a elaboração do plano de carreira do magistério”. Ao todo, são 12 mil professores na rede municipal de ensino.

Por meio de nota oficial, a Secretaria de Educação havia dito estar a disposição para o diálogo com os professores em torno do plano de carreira. A administração pública destaca que o plano que está na Câmara, se aprovado, corrigirá em dois anos distorções acumuladas ao longo das últimas duas décadas.

Outra greve

Este é o segundo movimento grevista da categoria neste ano. Em março, as atividades escolares das crianças curitibanas também foram comprometidas pela paralisação que tinha como foco as discussões em torno do plano de carreira.

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