Índice de infestação de Aedes aegypti em Foz do Iguaçu é de 6,09%

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O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Secretaria Municipal da Saúde (SMSA) divulgou nesta sexta-feira (22) o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). Os dados mostram que o Índice de Infestação Predial (IIP) médio é de 6,09%. O levantamento aponta que de cada 100 casas, cerca de 6 tem larvas do mosquito que transmite a dengue, zika e chikungunya. A situação é mais grave no sul da cidade, na região do Porto Meira. Na área da Unidade Básica de Saúde (UBS) CAIC, o índice chegou a 16,8%. Na região norte, o bairro AKLP (que concentra quatro comunidades) registrou o menor índice, 1,73%.
 
O índice médio do município apontado no primeiro levantamento de 2016 é quase o dobro do percentual do último LIRAa, em outubro do ano passado, quando o IIP foi de 3,61%. No entanto, comparado ao levantameno feito em março de 2015, o índice diminuiu. No começo do ano passado, o IIP foi de 8,23%. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que índices acima de 3,9% são classificados com a cor vermelha, e indicam risco alto para a doença.
 
A partir das informações, o CCZ inicia agora as estratégias de combate ao mosquito. Nas regiões com índices mais altos, serão retomadas ações com o fumacê, bomba costal e verificação das residências. “Mas é preciso que a população intensifique a fiscalização de seus quintais, removendo água parada e elimiando os criadouros”, advertiu o coordenador de combate ao vetor, William Gomes. Dados oficiais do CCZ mostram que 70% dos focos são encontrados nas casas e comércio, em pequenos recipientes como tampas, vasos e pratos de plantas.
 
Na região do Porto Belo, cujo índice foi de 4,14%, dois moradores de uma casa receberam a confirmação de que contrairam dengue. Para vitar a reinfecção ou novos casos na mesma área, o CCZ realizou hoje o chamado bloqueio, em que todas as residência num raio de 150 metros são vistoriadas. “Encontramos vários objetos com água parada que poderiam se transformar em criadouro”, disse o agente de endemias Marco Perciliano. 
 
O Secretário Municipal da Saúde pediu empenho dos iguaçuenses no combate ao Aedes aegypti. “O número de casos de dengue tem aumentado rapidamente, e para evitarmos uma epidemia é preciso que todos se ajudem, cuidado de seus quintais e reforçando aos vizinhos o risco da doença”, disse.
 
O último boletim da Divisão de Epidemiologia da SMSA divulgado nesta sexta-feira (22) mostra que esse ano já foram confirmados 154 casos de dengue em Foz, sendo que 112 foram de moradores da cidade, 5 de outros municípios brasileiros, 9 de pacientes argentinos e 28 de paraguaios. 

 

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