“Cogumelos Dourados com Sardinha e TooMuch”

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Dia chuvoso… semana chuvosa… mês chuvoso em Curitiba. Temperatura em torno de 15 a 18 graus Celsius. Adooooro! Sentir o ar úmido, poder abrir os olhos sem medo de poeira, sentir as lágrimas do céu beijar o dorso das mãos e a leve brisa acariciar o rosto sacudindo de leve os cabelos de um lado para o outro.

O melhor é andar numa calçada sabendo que se é apenas mais um transeunte como muitos que caminham para todas as direções. Pessoas vivas… pessoas que se mexem. Porque falo assim… aliás, penso assim? Parece estranho… vivi por quase uma década e meia acostumada ao ambiente acadêmico: senta, levanta, caminha lentamente no caminho certo. Não pode correr nem no corredor. (Então que se chamasse “Andador”). Fala sério… Não correr num corredor vazio é pior do que não poder correr em um corredor lotado cuja diversão é chegar primeiro sem esbarrar em ninguém. Sendo Professora, não podia transgredir, então, para não ceder à imensa tentação de correr, os saltos agulha foram um bom freio (de mão).

Hoje caminhei do Shopping Curitiba até o Mercado Público sob a garoa suave do final da manhã. Ainda não me acostumei com os inúmeros prédios altos, ônibus triarticulados, ciclistas de todas as tribos e muita gente diferente na rua. As pessoas em Curitiba me parecem tão educadas, que até pessoas bem humildes pedem licença.

Outro dia, ao passar pela calçada próxima à padaria onde faço uns lanchinhos raros, passei por uma senhora obesa que inclinada, resmungava palavras enquanto revirava os sacos de lixo. Sem perceber minha presença, pela ingrata posição em que se encontrava, como o de um avestruz, atirou para trás, bem em minha direção, uma lata de bebida vazia. No reflexo, saltei para o alto em um degrau próximo, escapando do alvo. Ela me percebeu de súbito e me disse: – Desculpa moça! E continuou sua pesquisa de campo. Respondi: – Tudo bem! E sai pensando na educação dos curitibanos.

O que me inspirou a escrever esta crônica de hoje? Hum, o passeio no Mercado Público de Curitiba. Frutas de todas as cores e perfumes, ervas frescas e desidratadas, cafés variados, frutas secas, flores, peixes, e uma mistura de sabores japoneses, árabes, brasileiros… e tudo muito limpinho, arrumadinho! Se você estiver na rodoviária, sugiro passar no Mercado Público e abastecer sua mochila com frutas secas, amêndoas, ameixa preta, tâmaras da Tunísia, damascos, uvas-passa e tantas outras delícias saudáveis. Coisas do Brasil… como dizia Guilherme Arantes em uma de suas deliciosas músicas.

Decidi hoje preparar um jantar especial: light, gostoso, aromático e saudável.

Os ingredientes estão nas fotos. Ao contemplar tantas cores, aromas e sabores, senti muitas saudades dos meus clientes do Programa Pense Magro que participei no Centro Médico Bioethos por cinco anos. Dia 22/10/2014, completou o primeiro ano em que me despedi deste intenso trabalho na área de reeducação alimentar (positiva).
E como sempre, sem desmerecer as dicas preciosas que aprendi com a Dra. Rose Carvalho, nossa Nutricionista, aqui vai a que inventei hoje:

Receitinha:

  • Prato quente: Cogumelos fatiados em tiras fininhas refogadas com óleo de coco, tomilho, alho em fatias desidratado e uma pitada de sal. Dourar em fogo baixo.
  • Prato frio: broto de feijão com óleo de gergelim e vinagre balsâmico.
  • Opcional: Sardinha*** com molho de tomate (Há quem não goste de sardinha:
    daí ´too much´… ainda mais com molho de tomate. Se for o seu caso, você pode colocar meio peito de filé de frango, bife de soja ou bife bovino ou mesmo uma latinha de atum. Quanto mais proteína e fibras à noite, maior a saciedade no dia seguinte).

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*** Uso sardinha porque é prático e muito saudável. A sardinha é a base do mar. Nutre o cérebro de modo eficaz. Agora está uma onda, com os atentados de Paris em ler o livro “Paris é uma festa”, escrito por Hemingway. Você sabia que quando ele foi repórter na Guerra Civil Espanhola, a dose de proteína por dia para que os cérebros não pifassem dos repórteres estrangeiros era “uma lata de sardinha”? Seja o que for, quando viajo, carrego uma. Fome não passo. Evito apenas a sardinha com limão (é horrível, nem o gato de rua come).

  • DeCoração: a louça é da coleção da artista Nana Bernardes, da Tok&Stok. Talheres de bambu da loja de Gramado “Mãos do Mundo”.
  • Bebida: chá de hortelã com flores de jasmim (com uma rodelinha bem fina de limão).

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Vantagens:

  1. Saciedade maior devido às fibras e proteínas.
  2. Fibras: desintoxicação.
  3. Hidratação.
  4. Refeição inspirada nos princípios nutricionais da Hipocaloria e hipoglicemia que aprendi com a minha amiga Dra. Rose Carvalho. Resumo: Emagrece ou melhor, não engorda! (assim você se poupa para um pecadinho bem gostoso, de sua preferência, uma vez por semana).
  5. Sua pele vai agradecer.

As fotos são de minha autoria. O preparo, idem. Os cogumelos ficaram tão perfumados que minha filha (Shitzo de dez aninhos) pensou que eram bifinhos. É tudo muito caseiro.

Chá de Hortelã com gotinhas de limão.

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