Sebastião Salgado, brasileiro é referência mundial em fotojornalismo

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(Foto: Divulgação / Por: Renata Thomazi) 

Sebastião Salgado, admirado e premiado fotojornalista brasileiro, realmente consegue tocar a alma do público que visita suas exposições. Suas fotos são todas em preto e branco com riqueza de detalhes expressivos, a ausência de cores acentua ainda mais as realidades físicas que Sebastião pôde capturar por suas viagens. A exposição “Trabalhadores” veio ao Ecomuseu de Itaipu para a comemoração de 40 anos da usina e aos 100 anos da cidade de Foz do Iguaçu. Ao todo foram 150 fotos extraídas de 29 reportagens do artista.

Nascido em Aimorés – MG, no ano de 1944, Salgado formou-se em economia, com mestrado e doutorado internacional. A paixão pela fotografia o fez mudar de foco quando de fato compreendeu que uma imagem poderia expressar melhor sobre a realidade econômica dos lugares por onde visitava do que números e conclusões estatísticas.

Mundialmente, um dos mais respeitados fotojornalistas na atualidade, fez seu primeiro projeto fotografando a situação dos cafezais americanos na década de 70, mas tornou-se mais conhecido quando conseguiu identificar antes de todos o atentado sofrido pelo então presidente dos Estados Unidos, Ronald Regan, com isso, cerca de 70 fotos serviriam de registro para o caso.

Comumente engajado em ações humanitárias, busca proporcionar aos seus espectadores a possibilidade de reflexão sobre as condições desumanas existentes no mundo. Consegue com fotos diretas, capturadas em momentos cruciais, transportar a realidade  crua para a sala de exposição.

Salgado percorreu países como Rússia, China, Índia, França, Polônia, registrou das plantações de chá em Ruanda aos cemitérios de navios em Bangladesh, mas diz que consegue se lembrar de cada história, de cada personagem e do momento em que tirou cada foto.Com reportagens e imagens de alta relevância histórica para a memória cultural brasileira, tendo como exemplo as fotos dos mineradores de Serra Pelada em 1986, no Pará.

Para marcar sua visita a Foz do Iguaçu, plantou com sua esposa Lélia, uma pitangueira no Bosque dos Visitantes da Itaipu. A equipe da RVI compareceu à exposição e produziu um vt contando mais detalhes sobre a arte e a vida deste brasileiro.

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