Quem está no comando: você ou suas crenças?

0
1797

Na atualidade, cada vez mais ouvimos as pessoas falarem sobre: “crenças”, “crenças distorcidas”, “você precisa questionar suas crenças”. Mas afinal, do que se trata?

Bom, vamos lá. De acordo com Aaron Beck e a Terapia Cognitivo Comportamental, desde crianças, desenvolvemos determinadas ideias sobre nós mesmos, sobre as outras pessoas e sobre o mundo. Vamos vivenciando coisas, ouvindo, observando o tempo todo. Essa interpretação que fazemos, essas ideias, se tornam para nós “verdades absolutas”, a nossa verdade. Chamamos isso de Crenças Centrais ou Nucleares. A partir daí, começamos a interpretar as coisas  por meio das lentes de nossas crenças. Muitas vezes essa interpretação pode ser muito distorcida, mas dificilmente percebemos. Focamos seletivamente nas informações que confirmarão que nossa crença é verdadeira, a ponto de termos dificuldade de enxergar fatos que as questionem.

É importante entender que isso não é proposital, não fazemos isso porque queremos. Acontece de maneira automática. Imagine que tudo isso acontece sem nos darmos conta?  Na verdade essas crenças influenciam nossa percepção, nossos pensamentos e consequentemente nossos comportamentos e emoções.

Um exemplo prático: vamos supor que uma criança cresce vendo seu irmão mais velho sendo muito bem sucedido em tudo que faz. Ouve o tempo todo elogios sobre ele.  Até aí tudo bem. Mas essa criança, começa a acreditar que não poderia se sair tão bem quanto o irmão e mesmo não expressando isso, sente que é incompetente e inferior. Começa a fazer mentalmente comparações entre seu desempenho e o de seu irmão e sempre sai perdendo. Eu não vou bem nos estudos como ele! Eu não sei matemática como ele! Eu não ganho elogios como ele!

Nem toda criança que passa por isso desenvolve uma crença disfuncional. Não podemos esquecer que cada um de nós conta com uma herança genética e que recebemos reforços.

Vamos supor que nesse caso específico a mãe era muito exigente, muito crítica e apontava o tempo todo seus erros. Dessa forma essa criança começa a acreditar que é “incompetente” e a mãe reforça essa crença sendo extremamente crítica. Essa criança cresce, se torna uma pessoa adulta, vai trabalhar em uma empresa, lidar com pessoas, trabalhar em equipe. Essa crença pode continuar influenciando esse indivíduo. Ele pode ter receio de lidar com novas tarefas, ter medo de desafios, não se posiciona nas reuniões, tem dificuldade de receber feedback. Quem olha de fora muitas vezes não entende tamanha dificuldade, já que ele é uma pessoa inteligente, com ótimo desempenho, estudou, se capacitou. Mas…. Esse indivíduo não se sente assim e nem ele sabe explicar o motivo.

Vale lembrar que tudo vai variar de pessoa para pessoa e que existem outras crenças que não mencionei aqui. Através da Terapia Cognitivo Comportamental podemos identificar crenças e trabalhar nossas distorções cognitivas.

Espero que tenha dado para entender um pouco mais sobre o assunto. Até a próxima!


Stefânia Bueno
Psicóloga Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental
Coach pessoal e profissional

Contato: (45) 99917-6378 – (45) 3028-3275
E-mail: stefania.psicologia@gmail.com
Fanpage: www.facebook.com/psicologastefania
Blog: www.psicologastefania.wordpress.com
Instagran: stefaniabueno_psicologa_coach

Deixe uma resposta