Projeto duplica o número de tutores para atender a demanda de alunos

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Foto: Vanessa Peron

Para o ano 2015, o Projeto “Água: conhecimento para gestão tem a meta de oferecer 20 mil vagas em 33 opções de cursos gratuitos. Em 31 das capacitações, as turmas contam com acompanhamento de tutor. E para dar suporte a tantos alunos, a equipe de tutores cresceu, ou melhor, dobrou no último ano. Enquanto em abril de 2014 eram 37 profissionais, em abril de 2015 somavam 80 – e em maio deve chegar a 90!

A equipe é composta por profissionais de 10 estados brasileiros, sendo a maioria do Paraná (35) e São Paulo (21). A contração se dá por processo seletivo, em que todas as etapas são realizadas à distância. “É uma forma de democratizar a participação, ou seja, oportunizar que profissionais das mais distantes regiões participem, inclusive brasileiros que moram fora do país. A técnica facilita o trabalho dos recrutadores e otimiza o tempo, sem prejudicar a qualidade da entrevista. O maior beneficiado é o aluno, uma vez que facilitando o acesso ao processo seletivo, há maior procura, permitindo a seleção de profissionais com qualificação adequada e perfil para a vaga, explica o coordenador de tutores, Clayton Fontana.

Do total, 10 são doutores, 12 doutorandos, 21 mestres, 7 mestrandos e 30 especialistas. Mas não é apenas o currículo que conta. O sucesso do Projeto muito se deve ao comprometimento e carinho dos tutores com os alunos. “Não adianta só o conhecimento técnico. É preciso competência pedagógica e disponibilidade de tempo para um acompanhamento personalizado da turma”, destaca Fontana.

A atuação do tutor é fundamental como facilitador no processo de aprendizagem, mediador da turma e motivador ao aluno. “É primordial que o tutor desperte a confiança da turma e mostre-se presente. Não queremos que o aluno se sinta sozinho, por isso incentivamos um contato afetivo. É papel do tutor preocupar-se com seu aluno, encorajá-lo, estimulá-lo e propiciar o intercâmbio e a análise de experiências. A interação constante com a turma tem impacto direto nos indicadores de evasão. Por isso, é preciso se fazer presente, mesmo a distância”, diz.

Os tutores do Projeto passam por um programa de formação com iniciativas voltadas para a capacitação, acompanhamento e motivação. Após a contratação, o primeiro contato é realizado por telefone ou videoconferência, a fim de recepcioná-lo, apresentar o Projeto e o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) – conversa que dura cerca de 40 minutos. “Poderia sintetizar tudo e encaminhar um arquivo para leitura, mas queremos que o tutor também sinta-se acolhido e parte de uma equipe que o respeita”. Na sequência, o profissional participa do “Boas Vindas Tutor”, uma apresentação mais aprofundada, com carga horária de 12 horas.

A interação e troca de experiências entre os tutores acontece diariamente, em um ambiente desenvolvido especialmente para eles. O “Espaço do Tutor” é composto tanto por ambientes formais, como o “Em dia com sua mediação” que disponibiliza modelos de relatórios e documentos; e o “Foca na Tutoria”, que reúne avisos e novidades, como por exemplo espaços descontraídos, como o “Café com o Clayton”, “@Conectado” e “Deu certo”, que são fóruns, grupos de discussão e pesquisa.

Há ainda uma capacitação continuada, chamada “Trilha da formação”, composta por quatro módulos: Estação do conhecimento, Estação das habilidades, Estação das atitudes e Novas rotas da tutoria. Nela são abordados tópicos como melhores práticas de feedback aos alunos; importância da afetividade no AVA; tecnologias que auxiliam no processo de ensino-aprendizagem entre outros temas.

Comunicação
Água: conhecimento para gestão

 

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