Perda de força muscular relacionado com a idade

0
897

No programa de treinamento para terceira idade, deve-se ter uma combinação de treinamento aeróbio, força, alongamento e equilíbrio

Sabemos que a força é uma das mais importantes valências físicas para o ser humano. A fraqueza dos músculos pode avançar até que uma pessoa idosa não possa realizar mais as atividades comuns da vida diária, tais como tarefas domésticas de levantar-se de uma cadeira, varrer o chão ou jogar o lixo fora. Logo, é importante manter a força conforme envelhecemos, porque ela é vital para a saúde, para a capacidade funcional e para a vida independente (Fleck e Kraemer, 1999).     Sob condições normais, o desempenho da força apresenta o seu pico entre 20 e 30 anos, após esse período ela permanece relativamente estável ou diminui ligeiramente durante os 20 anos seguintes. Aos 60 anos ocorre uma diminuição mais brusca, sendo nas mulheres as quedas mais dramáticas (Hakkinen et al. apud Fleck e Kraemer (1999)). A partir dos 70 anos esta queda se torna ainda maior.

Existem diversos fatores que contribuem para a perda da força muscular com a idade. Alterações músculo-esqueléticas, acúmulo de doenças crônicas, medicamentos necessários para o tratamento de doenças, alterações no sistema nervoso, redução das secreções hormonais, desnutrição e atrofia por desuso são os principais fatores.

Treinamento de força com o envelhecimento

O treinamento de força pode estimular o aumento da densidade óssea e reverter a sarcopenia (é a perda degenerativa de massa e força nos músculos do envelhecimento no idoso). Existem várias mudanças com o envelhecimento. Entre elas, duas são as mais importantes: a capacidade aeróbia e a função muscular. O exercício é reconhecido por melhorar ambas as variáveis em indivíduos mais jovens. Na pessoa da terceira idade, o treinamento de força provoca hipertrofia muscular, porém esta é muito modesta (de 10 a 20%) em comparação com as grandes mudanças que se observam em relação ao ganho de força. Podemos tranqüilizar a mulher da terceira idade que por razões sociais, receia o aparecimento de músculos salientes. (Pickles et al,, 1998). Há um aumento dramático na força muscular e observa-se mudanças funcionais positivas para mobilidade, especificamente, velocidade de marcha habitual e capacidade para subir escadas e atividades físicas espontânea. No programa de treinamento para terceira idade, deve-se ter uma combinação de treinamento aeróbio, força, alongamento e equilíbrio, utilizando todas as modalidades de exercícios com os grandes grupos musculares de membro inferior e membro superior. O trabalho aeróbio deve ser feito de três a cinco dias por semana, em sessões de 5 a 60 minutos. O Treinamento de força em dois ou três dias intercalados, deve incluir duas a três séries de 8 a 12 repetições para cada grupo muscular com pequenos intervalos entre as séries. Importante ressaltar o papel de um Educador Físico para organizar esse processo de gestão de saúde e capacidade funcional do idoso.

É sensato iniciar com intensidades mais baixas (por autopercepção, 30 a 50% de RM, ou 40 a 50% FC Max.), e aumentando gradualmente. É altamente recomendado o uso da Escala de Índice de Esforço Percebido de Borg.

Consultar um médico da família e um Educador físico especializado seria uma atitude bastante coerente antes da prática de qualquer modalidade esportiva, principalmente as pessoas com idades mais avançadas.

Prof. Sidney Gagliano – Treinamento Desportivo

Educador Físico CREF 0001480 G/PR

Proprietário Fitcor Studio Personal

Fone: 45-9853-6107 – 9138-2185

 

 

Deixe uma resposta