Palestra e Exposição sobre Frida Kahlo destacam protagonismo feminino na história

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Exposição em homenagem à artista mexicana será lançada hoje, às 20h, na Fundação Cultural, com palestra sobre empoderamento feminino

Ela se tornou ícone pop e nas últimas décadas teve sua imagem replicada em inúmeros produtos, mas a história de luta e coragem de Frida Kahlo, que completaria 110 anos no último dia 06 de julho continua sendo exemplo para as mulheres e para a humanidade. A artista mexicana que revolucionou a arte e a política é tema de uma exposição que será lançada hoje, às 20h, na Fundação Cultural.

A mostra  organizada pela Acapi – Associação Cultural dos Artistas Plásticos de Foz do Iguaçu – será aberta com uma palestra sobre empoderamento feminino, ministrada pela Vice-Presidente da Comissão da Mulher da OAB, Adriana de Oliveira. Além da reflexão, o lançamento contará com a apresentação do jovem pianista, Luis Vinicius Nedel.

A exposição que segue até o dia 18 de agosto traz 18 obras de dez autores locais que fazem releituras das produções de Frida Kahlo. São peças variadas, como colagens, telas, aquarelas e papelão. A mostra retrata a intensidade da arte de Frida Kahlo, conhecida pelas cores vivas e vibrantes que representavam as dores e angústias pessoais e toda efervescência política de um México pós-revolução.

A representante da Acapi, a artista plástica, Jane Glauce Silva Nedel diz que a exposição visa inspirar e destacar o protagonismo das mulheres ao longo da história. “A artista Frida Kahlo é inspiração de mulher para novas gerações. Com estilo único, competente, grande artista, crítica do sistema capitalista, apaixonada pela sua cultura e pelo artista Diego Rivera, é recordada como uma mulher valente e forte, o que não a impediu de expressar suas dores e angústias através da arte”.

Frida Kahlo

Frida Kahlo (1907-1954) foi uma pintora mexicana conhecida por seus autorretratos e fotografias. Sua vida foi marcada por tragédias, desafios e superações. Com seis anos contraiu poliomielite que lhe deixou uma sequela no pé e aos 18 anos sofreu um acidente de ônibus que mais tarde lhe causaria a amputação de uma das pernas. Foi durante o período em que ficou impossibilitada de andar, que Frida começou a pintar. Ao mesmo tempo que sua veia artística dava vazão às angústias pessoas, Frida intensificava sua atuação política, em um México mergulhado na revolução popular.

Foi assim que se filiou em 1928 ao Partido Comunista Mexicano, mesmo partido do pintor mexicano Diego Rivera, com quem se casou no ano seguinte.  O compromisso com a luta e a identidade popular estão retratados nas influências indígenas presentes nas suas obras. Dentre as características também estavam retratos de paisagens mortas e cenas imaginárias, sempre com cores fortes e vivas. Em 1942, Frida Kahlo começou a lecionar artes na Escola Nacional de Pintura e Escultura, escola recém-fundada na cidade do México. Foi uma defensora dos direitos das mulheres, tornando-se um símbolo do feminismo. Viveu os últimos anos de sua vida na Casa Azul, no México, que desde 1958, abriga um museu em homenagem à pintora. Frida Kahlo faleceu em Coyoacán, no México, no dia 13 de julho de 1954.

Fonte: PMFI

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