Equívoco momentâneo – “Os fins justificam os meios” ou “Desculpa, foi engano!”

0
669

Uma verdadeira queda-de-braço a vida na fronteira. Não está fácil para ninguém, isso é sabido há tempos. Mas acordar com a notícia da redução do valor da cota máxima isenta de impostos para compras feitas no exterior (via terrestre), para US$ 150 dólares, aqui para Foz do Iguaçu, não foi muito digesto não. Segunda-feira 21 de julho de 2014.

Autoridades de Cidade do Leste e de Foz do Iguaçu, mídia local, cidade toda se une em busca de possível explicação, “já é hora de fechar a ponte” alguém deve ter pensado, a ponte não tem culpa, o comércio não tem culpa, os trabalhadores não têm culpa. Sem dúvidas qualquer alteração que se faça nesse sentido impacta a economia do município. Interfere na vida da cidade que até o então tem se apresentado em cenário nacional como um dos principais destinos do país e um excelente polo para investimentos. Terça-feira 21 de julho de 2014 – período da manhã.

O Governo Federal voltou atrás em sua decisão de reduzir a cota. “A nova determinação”, como estampam alguns veículos de comunicação do país, portanto permitirá que os turistas voltem a ter a isenção de impostos sobre suas compras de até US$ 300, pagando 50% do valor em impostos apenas sobre o excedido. Isso pelo menos vigorará até o final do ano. Terça-feira 21 de julho de 2014 – à tarde.

Entre as autoridades que demonstrou preocupações está a senadora Gleisi Hoffmann, representante paranaense, diga-se de passagem. A mesma em entrevista para a Gazeta do Povo diz ter recebido ligações telefônicas de vários representantes dos municípios da região da fronteira e também de líderes da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Todos com manifestações contrárias a redução. Afirma ainda em mesma entrevista Como eu fui atrás para saber o que tinha acontecido, acabamos descobrindo que a portaria era uma iniciativa para regulamentar a lei dos free shops”.

paraguaigleise1Ação rápida, há tempos não se presencia uma mudança de tomadas de decisões nessa velocidade. Mas é bom ficar alerta, pois não se pode ignorar que do dia pra noite, ou vice-versa, mudanças poderão afetar diretamente nossa cidade, desta vez a título de precipitação da Receita Federal quanto a uma portaria que então já existe – planos adiados? – e visa regulamentar os free shops. Isso tudo mexeu, e muito, com tudo aqui na fronteira.

Agora ficam algumas dúvidas: A cota será de US$ 150 a partir de 2015? Quem está por trás disso tudo? A região está na lista dos free-shops? É prudente uma tomada de decisões dessa em ano eleitoral? Essa última é melhor nem questionar.

A cota é de US$ 300 dólares. Vamos às compras enquanto há tempo! Quarta-feira 23 de julho de 2014.

 

 

 

 

Deixe uma resposta