Barragens e desenvolvimento socioambiental não são incompatíveis, dizem especialistas

0
698

Especialistas defenderam a hidreletricidade como modelo sustentável para o desenvolvimento durante a abertura do 30º Seminário Nacional de Grandes Barragens, nesta segunda-feira (11), no Bourbon Cataratas Convention & Spa Resort, em Foz do Iguaçu. Itaipu, maior geradora de energia limpa do planeta, foi citada como exemplo e referência de que as barragens, quando bem geridas, podem promover desenvolvimento não só  econômico, como também socioambiental.

Participaram da cerimônia o diretor-geral da Itaipu Binacional, Jorge Samek; o; o presidente do Comitê Brasileiro de Barragens (CBDB), Brasil Pinheiro Machado; o vice-presidente do CBDB e coordenador geral do evento, Fábio De Genaro; o diretor de Engenharia, Meio Ambiente, Projetos e Implantação de Empreendimentos de Furnas, Flávio Eustáquio Martins; o presidente do Comitê Português de Barragens, Carlos Pina, entre outras autoridades.

Contra a “criminalização” – Em seus discursos, Samek, Brasil Machado e Carlos Pina pediram o fim da “criminalização” das hidrelétricas. Samek disse ser impossível negar o impacto causado pelas barragens, mas reforçou que, quando as empresas fazem o trabalho com seriedade, como Itaipu vem fazendo com o Programa Cultivando Água Boa, todos saem ganhando. “Recebemos o Prêmio da ONU como melhor prática de cuidado com a água do mundo. E somos uma grande barragem”, lembrou.

Desenvolvimento – O coordenador geral do evento, Fabio de Genarro, destacou o caráter positivo do evento. “O evento é uma demonstração concreta de confiança, expressando uma necessidade de crescimento que nós temos que retomar. Nós precisamos de insumos básicos para poder voltar a crescer, de uma forma desejada, de uma forma esperada.  A contribuição que o CBDB faz agora foi de propor esse encontro que é técnico, científico e também social, um encontro de velhos amigos e companheiros para que possamos juntos estabelecer parâmetros para que possamos debater sobre técnicas, sobre melhores formas de implementarmos esse crescimento”, disse.

De glorificadas a malditas – Pina concordou com Samek. Segundo o engenheiro português, Itaipu é realmente um exemplo para o mundo, não apenas de tecnologia e cuidado com a água, mas justamente de desenvolvimento. “Queremos disseminar a tecnologia e os benefícios das hidrelétricas e, sobretudo, de Itaipu, para todos os países de língua portuguesa da África que sofrem por falta de energia e desenvolvimento”, disse.

Brasil Machado destacou os altos e baixos que as barragens enfrentaram nos últimos anos. Nas décadas de 1960 e 1970, as grandes barragens eram glorificadas pela sociedade. Depois, foram criminalizadas e consideradas obras malditas. “Estamos conseguindo, aos poucos, mostrar novamente à sociedade que as hidrelétricas e, por sua vez, as barragens, geram crescimento e podem proteger o meio ambiente”, afirmou.

Programa – Com mais de 550 participantes, entre engenheiros, técnicos e consultores de vários países do mundo, o 30º Seminário Nacional de Grandes Barragens termina na quarta-feira (13). Durante o evento, serão apresentados 89 trabalhos técnicos sobre formas de impulsionar o desenvolvimento socioeconômico do Brasil por meio de ações ligadas à expansão da matriz energética.

Há também uma feira de produtos e serviços relacionados ao setor. Nesta terça-feira, os congressistas assistem à Iluminação Monumental da Barragem de Itaipu. Na sequência, no mesmo local, os visitantes participam do lançamento do livro “Obras de Concreto de Itaipu – Desenvolvimento, controle, qualidade, durabilidade… 40 anos depois”, de autoria dos engenheiros Francisco Rodrigues Andriolo e Ideval Bertioli, aposentados da Itaipu.

Texto: Comunic com Assessoria Itaipu Binacional
Fotos: Marcos Labanca

Deixe uma resposta